De aterro a parque ecológico

Ecoparque Braval. É assim que, a partir de 6 de Agosto, vai chamar-se o atual aterro sanitário gerido pela Braval, que contempla os municípios de Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Braga, em Portugal. A necessidade de mudança da imagem da empresa surgiu de um novo paradigma no que concerne aos resíduos: a valorização. Trinta milhões de euros é quanto a Braval vai investir para deixar de ser um aterro sanitário e transformar-se num ecoparque.

 

Trata-se de um "momento histórico", segundo Pedro Machado, diretor executivo da empresa intermunicipal. As verbas necessárias à concretização dos novos investimentos vão sair do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Com a inovação, "a partir de agora, só o que não tem valor para reciclagem é que vai para o aterro. Por isso, aquele equipamento passa de figura principal a mero figurante e as outras personagens passam a ser as unidades transversais agregadas e que visam valorizar os resíduos a montante", explica.

 

O novo ecoparque terá várias unidades que criam valor, como o ecocentro, a unidade de resíduos, equipamentos elétricos e eletrônicos, a unidade de valorização de biogás, a unidade de resíduos hospitalares, o canil intermunicipal e a central de valorização orgânica, a ser criada até final de 2010. Em funcionamento já estão a unidade de produção de biodiesel, o armazenamento de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos fora de uso, a unidade de resíduos hospitalares, e o ponto de recolha de pneus usados.

 

O novo projeto da Braval prevê ainda, a criação de um canil/gatil intermunicipal com um espaço crematório que "vai permitir tratar os problemas resultantes dos animais que são deixados na rua, fenômeno que causa alguns embaraços à saúde pública".

PEDRO ANTUNES PEREIRA, Jornal de Notícias/Portugal